quinta-feira, 22 de junho de 2017

TEMA 5: O desafio de reduzir o constante e silencioso aumento de suicídios entre os jovens brasileiros.

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema “o desafio de reduzir o constante e silencioso aumento de suicídios entre os jovens brasileiros”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1
Segundo a OMS, no Brasil, o suicídio é a terceira causa de morte entre jovens, ficando atrás de acidentes e homicídios."As taxas sempre foram maiores na terceira idade. Hoje a gente observa que, entre os jovens, elas sobem assustadoramente", afirma Alexandrina Meleiro, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP. Entre os jovens, a taxa multiplicou-se por dez de 1980 a 2000: de 0,4 para 4 a cada 100 mil pessoas. Segundo o estudo, os adolescentes evitam procurar ajuda por temerem o estigma e que rumores sobre seus pensamentos suicidas se espalhem pela escola.
Há outra mudança no perfil dos que cometem suicídio. O risco, que sempre foi maior entre homens, tem aumentado entre as meninas. Segundo Meleiro, isso se deve a gestações precoces e não desejadas, prostituição e abuso de drogas.
O problema, porém, é negligenciado, como mostram dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). A entidade afirma que os casos de suicídio aumentaram 60% nos últimos 45 anos e que 1 milhão de pessoas no mundo morrem dessa forma por ano. No Brasil, estima-se que ocorram 24 suicídios por dia. O número de tentativas é até 20 vezes maior que o de mortes."O suicídio é uma epidemia silenciosa. E o preconceito em torno das doenças mentais faz com que as pessoas não procurem ajuda", diz Meleiro.
Disponível em: < http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1108498-suicidio-e-a-segunda-maior-causa-de-morte-entre-jovens-no-mundo.shtml/>. Acesso em: 20 jun. 2017.

Texto 2
Disponível em: < http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1108498-suicidio-e-a-segunda-maior-causa-de-morte-entre-jovens-no-mundo.shtml/>. Acesso em: 20 jun. 2017.

Texto 3
A Série Os treze porquês ( 13 reasons why) disponibilizada na Netflix é inspirada no livro homônimo de Jay Asherpublicado há dez anos, mas com conteúdo inquietamente atual.A reflexão proposta pela série se torna relevante diante da constatação: Hannah não é um caso isolado e que só existe na ficção. O suicídio é um problema de saúde pública, mas ainda visto como tabu social. Na Região Metropolitana do Recife, por exemplo, jovens do sexo feminino estão entre as ocorrências mais frequentes de tentativas de acabar com a própria vida, segundo estudo recente das médicas e pesquisadoras Bárbara Marcela Beringuel e Marília Teixeira de Siqueira (a última do Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco). O levantamento aponta que há "predominância do sexo feminino (66,9%), jovens (31,8%), de baixa escolaridade (59,2%), de cor parda (94,4%) e na condição de empregados (69,4%)". Depressão, esquizofrenia e consumo de drogas são vetores mais frequentes. "É um erro se pensar que adolescente não têm depressão. É uma área de risco. A causa mais comum é a depressão. Ninguém se preocupa com isso, porque acha que é jovem", analisa a psiquiatra Jane Lemos, do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe). Segundo os dados mais recentes da Secretaria de Saúde de Pernambuco, 22 adolescentes se mataram em um contingente de 336 casos em um ano no estado. O assunto exige medidas urgentes de prevenção, uma recomendação da própria Organização Mundial de Saúde, que sugeriu eventos sobre suicídio para assinalar o Dia Mundial da Saúde, lembrado no dia 7 de abril.
Disponível em: <http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/viver/2017/03/30/internas_viver,696706/13-reasons-why.shtm>. Acesso em: 20 jun. 2017.

Texto 4
"O tabu sobre o tema do suicídio é um dos principais obstáculos no combate desse grave problema. No entanto, por meio de uma abordagem abrangente e com uma estratégia nacional de prevenção, é possível enfrentá-lo e conquistar resultados positivos de diminuição no número de casos", argumenta o senador Garibaldi na justificativa para a apresentação de sua proposta. O suicídio foi definido como uma "epidemia silenciosa" no Brasil, e com uma preocupante tendência de crescimento entre jovens e adolescentes. Nos últimos 10 anos, a taxa de suicídio cresceu mais de 40% entre brasileiros de 15 a 29 anos.(...) Professor de Psicologia na Universidade de Brasília (UnB), Marcelo Tavares argumentou que as campanhas educativas e ações de prevenção são realmente eficientes e defendeu que o suicídio deve ser tratado como um problema de saúde pública, com políticas e programas específicos.
Disponível em: <http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/09/05/com-12-mil-casos-ao-ano-brasil-pode-ter-semana-paradiscutir-suicidio>. Acesso em: 20 jun. 2017.

INSTRUÇÕES
  A redação deverá atender ao tema proposto e ser escrita no padrão dissertativo-argumentativo
- O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
- O texto definitivo deve ser entregue a tinta (azul ou preta), no espaço próprio, em até 30 linhas.
- A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou de qualquer outro texto já veiculado terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção. Serão corrigidas, portanto, apenas as linhas autorais.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
-  tiver até 7 (sete) linhas escritas.
-  fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
apresentar proposta de intervenção ou qualquer posicionamento que desrespeite os direitos humanos.
- apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto, deboches, impropérios (ofensas, insultos, desacatos), desenhos  e outras formas propositais de anulação.
-  folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho.

TEMA 4: A situação das pessoas com sofrimento mental: avanços e desafios das políticas públicas de saúde mental brasileiras

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema “a situação das pessoas com sofrimento mental: avanços e desafios das políticas públicas de saúde mental brasileiras”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos para defesa de seu ponto de vista.

Texto 1
Saúde mental é um conceito vago que engloba desde transtornos como dislexia, autismo, síndrome de Down, demência senil, depressão, que se manifestam de diferentes formas e com diferentes sintomas, até distúrbios psicológicos e de comportamento – ansiedade e estresse, por exemplo – diretamente relacionados com as condições de vida impostas pela sociedade atual.
Embora seja uma patologia tão abrangente, é longa a tradição de lidar mal com as pessoas que têm “problemas mentais”. Num passado não tão remoto assim, quem nascia com uma doença psiquiátrica ou a desenvolvesse durante a vida era trancafiado num quarto, isolado de toda a família, e os parentes procuravam evitar a aproximação de vizinhos e amigos, porque essas enfermidades eram motivo de vergonha.
Os asilos criados com o intuito de prestar assistência a esses doentes não conseguiram colocar em prática a proposta de atendimento. Em São Paulo, o Juqueri foi uma organização típica dessa fase. Muitos portadores de doenças psiquiátricas internados nessa instituição concebida para prestar-lhes atendimento especializado, ali permaneceram até morrer.
Atualmente, a Política Nacional de Saúde Mental vigente no Brasil e instituída por lei federal defende o atendimento dessas pessoas fora dos hospitais e enfatiza a necessidade de sua reabilitação psicossocial. Para que isso seja realizado de forma eficaz, é necessária a implantação de medidas de apoio não só ao paciente, mas também à sua família.
Varella, Dráuzio. Disponível em: <https://drauziovarella.com.br/entrevistas-2/saude-mental/>. Acesso em: 22 jun. 2017.

Texto 2


Disponível em: <http://3.bp.blogspot.com/>. Acesso em: 20 jun. 2017.
Texto 3
O QUE É A REFORMA PSIQUIÁTRICA?
  • É a ampla mudança do atendimento público em Saúde Mental, garantindo o acesso da população aos serviços e o respeito a seus direitos e liberdade;
  • É amparada pela lei 10.216/2001, conquista de uma luta social que durou 12 anos;
  • Significa a mudança do modelo de tratamento: no lugar do isolamento, o convívio na família e na comunidade;
  • O atendimento é feito em Caps – Centros de Atenção Psicossocial -, Residências Terapêuticas, Ambulatórios, Hospitais Gerais, Centros de Convivência;
  • As internações, quando necessárias, são feitas em hospitais gerais ou nos Caps/24 horas. Os hospitais psiquiátricos de grande porte vão sendo progressivamente substituídos.

Texto 4
A população que sofre de algum transtorno mental é reconhecida como uma das mais excluídas socialmente. Essas pessoas apresentam redes sociais menores do que a média das outras pessoas. A segregação não é apenas fisicamente, permeia o corpo social numa espécie de barreira invisível que impede a quebra de velhos paradigmas.
Vários estudos demonstram que a pessoa que sofre de transtorno mental severo e persistente, quando inserido em redes fortes de troca e suporte apresentam maior probabilidade de êxitos positivos no tratamento. Este trabalho faz um resgate histórico das políticas em saúde mental no Brasil, mostra as mudanças na regulamentação e nas formas de atendimento, que trazem novas possibilidades de atendimento da loucura, priorizando o atendimento psicossocial em meio comunitário, tirando o privilégio dos manicômios e hospitais psiquiátricos como únicas formas de tratamento. São enfatizadas também as dificuldades enfrentadas na consolidação dessas políticas e as novas formas de cuidado ofertados ao portador de transtorno mental.
A rede de atenção à saúde mental brasileira é parte integrante do Sistema Único de Saúde (SUS), rede organizada de ações e serviços públicos de saúde, instituído no Brasil pelas Leis Federais 8080/1990 e 8142/90. Leis, Portarias e Resoluções do Ministério da Saúde priorizam o atendimento ao portador de transtorno mental em sistema comunitário.
Nos anos 70 dá-se início do processo de Reforma Psiquiátrica no Brasil, um processo contemporâneo ao “movimento sanitário”, em favor da mudança dos modelos de atenção e gestão nas práticas de saúde, defesa da saúde coletiva, equidade na oferta dos serviços, e protagonismo dos trabalhadores e usuários dos serviços de saúde nos processos de gestão e produção de tecnologias de cuidado (BRASIL, 2005).
O ano de 1978 marca o início efetivo do movimento social pelos direitos dos pacientes psiquiátricos no Brasil. O Movimento dos Trabalhadores em Saúde Mental (MTSM), formado por trabalhadores integrantes do movimento sanitário, associações de familiares, sindicalistas, membros de associações de profissionais e pessoas com longo histórico de internações psiquiátricas, surge neste ano. É sobretudo este Movimento que passa a protagonizar e a construir a partir deste período a denúncia da violência dos manicômios, da mercantilização da loucura, da hegemonia de uma rede privada de assistência e a construir coletivamente uma crítica ao chamado saber psiquiátrico e ao modelo hospitalocêntrico na assistência às pessoas com transtornos mentais (BRASIL, 2005).
Em março de 1986 foi inaugurado o primeiro CAPS do Brasil, na cidade de São Paulo: Centro de Atenção Psicossocial Professor Luiz da Rocha Cergueira, conhecido como CAPS da Rua Itapeva (BRASIL, 2004). [...] No ano de 2001 que a Lei Paulo Delgado (Lei 10.216) é sancionada no país. A aprovação, no entanto, é de um substitutivo do Projeto de Lei original, que traz modificações importantes no texto normativo.
A Lei Federal 10.216 dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental, privilegiando o oferecimento de tratamento em serviços de base comunitária, mas não institui mecanismos claros para a progressiva extinção dos manicômios.
O papel estratégico dos CAPS na atenção a saúde mental no Brasil
Os Centros de Atenção Psicossocial dentro da atual política de saúde mental do Ministério da Saúde são considerados dispositivos estratégicos para a organização da rede de atenção em saúde mental. Com a criação desses centros, possibilita-se a organização de uma rede substitutiva ao Hospital Psiquiátrico no país.
Esses dispositivos foram criados para organizar a rede municipal de atenção a pessoas com transtornos mentais severos e persistentes (BRASIL, 2007). Os CAPS são serviços de saúde municipais, abertos, comunitários que oferecem atendimento diário. Eles devem ser territorializados, devem estar circunscritos no espaço de convívio social (família, escola, trabalho, igreja, etc.) daqueles usuários que os frequentam. Deve ser um serviço que resgate as potencialidades dos recursos comunitários à sua volta, pois todos estes recursos devem ser incluídos nos cuidados em saúde mental. A reinserção social pode se estruturar a partir do CAPS, mas sempre em direção à comunidade. Seu objetivo é oferecer atendimento à população, realizar o acompanhamento clínico e a reinserção social dos usuários pelo acesso ao trabalho, lazer, exercício dos direitos civis e fortalecimento dos laços familiares e comunitários.

Disponível: <https://psicologado.com/psicologia-geral/historia-da-psicologia/historia-da-assistencia-a-saude-mental-no-brasil-da-reforma-psiquiatrica-a-construcao-dos-mecanismos-de-atencao-psicossocial>. Acesso em: 20 jun. 2017.


INSTRUÇÕES
A redação deverá atender ao tema proposto e ser escrita no padrão dissertativo-argumentativo
O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
O texto definitivo deve ser entregue a tinta (azul ou preta), no espaço próprio, em até 30 linhas.
 A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou de qualquer outro texto já veiculado terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção. Serão corrigidas, portanto, apenas as linhas autorais.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
- tiver até 7 (sete) linhas escritas.
- fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
- apresentar proposta de intervenção ou qualquer posicionamento que desrespeite os direitos humanos.
- apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto, deboches, impropérios (ofensas, insultos, desacatos),
- desenhos  e outras formas propositais de anulação.
- folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Ex-alunos visitam 3º ano e relatam suas experiências de sucesso na redação do ENEM 2016



Nesta segunda, durante a minha aula de Produção de Texto, a turma de 3º ano do Colégio Logosófico recebeu os ex-alunos Ana Clara Pereira e Arthur Lopes para ouvirem os seus relatos e dicas para a escrita de um excelente texto, dentro dos padrões exigidos pelo ENEM. Os ex-alunos compartilharam suas experiências com as produções textuais ao longo do Ensino Médio, seus métodos de estudo, esquematizações e escrita do texto, para que assim os alunos do terceiro ano pudessem entender um pouco mais sobre a processo de produção textual.

Tanto Ana Clara quanto Arthur tiraram acima de 900 pontos na redação do ENEM 2016. Ana relatou que sempre teve facilidade com produção de texto e a nota do ENEM refletiu às notas que já estava acostumada a tirar nas redações feitas no colégio. Já Arthur ficou muito surpreso com sua nota, para ele sua pontuação representa grande superação, pois ele revelou ter dificuldade com a escrita em sua trajetória escolar. Ambos se esforçaram muito ao longo do 3º ano e receber pontuações tão satisfatórias é motivo de muita alegria e comemoração.

Os alunos destacaram a importância de produzir pelo menos uma redação semanal e de ter textos bem corrigidos e devidamente comentados para que assim possam avançar na prática da escrita. Ana Clara ressaltou que “o sucesso na redação do ENEM depende de treinamento, por meio das produções semanais e de aplicação de outras áreas do conhecimento na construção da argumentação, ou seja, verificar ao longo do ano as estratégias que mais funcionam e aprender a desenvolvê-las para qualquer tema. Faz-se importante também buscar entender os erros cometidos a partir das correções dos textos e observar justamente isso na sua próxima redação para não errar a mesma coisa.”

Os dois alunos lembraram a importância do planejamento do texto, de fazer esquemas e rascunhos para organizar as informações. Além disso, para eles é fundamental dialogar com as várias áreas do conhecimento. Assim os alunos valorizaram muito as aulas de Geografia, História, Filosofia e Sociologia, disciplinas que transmitem conhecimentos essenciais para embasar bem a argumentação.

A aluna do 3° ano Anna Luiza Leão, relatou com entusiasmo a atividade. “Recebemos a visita especial de dois alunos recém-formados na aula de produção de texto. Vieram nos dar dicas muito importantes para a nossa jornada no ano de 2017. Dicas vindas de alunos em uma realidade tão próxima acabam tendo grande peso no nosso comportamento. Aprender pela experiência e entender o que pode dar muito certo ou muito errado é essencial para trilharmos um caminho mais assertivo. A visita foi muito importante, uma vez que nos deu realmente uma luz para o que esperar e o que fazer no nosso terceiro ano.”

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

ENEM - 1º aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

O tema da primeira aplicação do ENEM 2016 foi "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil."
O primeiro texto motivador apontava que a legislação brasileira garante a liberdade religiosa e que é dever do Estado garantir a laicidade. O segundo texto traz a distinção entre liberdade de expressão e prática intolerantes. O texto III apresenta um trecho do código penal que trata das punições as práticas violentas de intolerância religiosa. E o último texto é um infográfico que aponta as religiões que mais sofrem com a intolerância, além de apontar dados sobre os padrões de denúncias. 
Vejamos a proposta de 2016,


ENEM - 2ª aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasi


Em 2016, a segunda aplicação do ENEM trouxe como tema "caminhos para combater o racismo no Brasil." Apesar da proposta induzir o aluno a buscar intervenções para o combate ao preconceito racial, a argumentação deveria problematizar a questão racial no Brasil. 

Os textos motivadores colaboram bastante para a construção dos posicionamentos. O primeiro texto problematizava a condição do negro, apontando que as taxas de analfabetismo, criminalidade e mortalidade dos negros são mais altas, sendo um reflexo do fracasso do Brasil em cumprir com uma democracia racial. O segundo texto apresenta a legislação que pune os atos discriminatórios. O texto III trata-se de um anúncio publicitário que distingue racismo e injúria racial. E o último texto traz indícios para a proposta de intervenção, ao tratar da importância das ações afirmativas para o combate ao racismo no Brasil. 



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

TEMA 3: Ativismo digital



Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre “a influência do ativismo digital na sociedade e na política brasileira”, de modo a apresentar proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.




Disponível em: <http://camaleao.org/arte-design>.

A sessão do Senado do dia 22 de abril não teve apenas a aprovação do Marco Civil da Internet. Durante seus discursos, 15 senadores fizeram questão de citar a Avaaz, comunidade virtual conhecida pelas petições on-line, e outros grupos ativistas pela luta na aprovação do projeto, que, depois de cinco anos de discussões, definiu os parâmetros para a internet no país. Mais do que só um rapapé político, foi o reconhecimento do peso que o ativismo on-line atingiu na política brasileira. O sucesso no Marco Civil define o auge no Brasil, até agora, das campanhas nascidas na internet. Há quase um ano, em junho de 2013, protestos iniciados na rede contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo levaram milhões às ruas contra os gastos da Copa do Mundo, a corrupção e a falta de serviços básicos. Na esteira, aumentos de passagens foram cancelados em todo o país e o Congresso – invadido em uma das manifestações – aprovou às pressas projetos parados há anos, como o fim do voto secreto no caso de cassações e a destinação de royalties do petróleo para a educação e a saúde.
“O net ativismo é um novo tipo de ecologia social”, diz Massimo Di Felice, coordenador do Centro de Pesquisa Atopos, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). “As redes sociais levantam o desejo de um novo tipo de participação da população, que não se limita apenas a eleger alguém a cada quatro anos”. (...)
Trecho do texto “Caminhando e teclando”. De Alexandre Rodrigues. 
Disponível em: <http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/imprimir/60081>.

A “militância de sofá" cria a ideia de que não só para este caso, mas para qualquer outro, basta assinar petições e gritar nas redes sociais que é possível mudar o mundo. De fato, em alguns casos a militância on-line pode resolver problemas, mas questões de geopolítica mundial precisam de muito mais do que um esforço igual ao que muitos fazem para reclamar de uma empresa que presta um serviço ruim. Não basta sentar, apertar um botão e esperar que o mundo mude. Mas acredito que essa discussão seja a menos importante de todas, especialmente quando nos deparamos com um problema que não é isolado e cuja solução não é simples.
Trecho de Rafael Tavasko, publicado no Revista Bula. Disponível em: <http://acervo.revistabula.com/posts/colunistas>.


INSTRUÇÕES
A redação deverá atender ao tema proposto e ser escrita no padrão dissertativo-argumentativo.
O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
O texto definitivo deve ser entregue a tinta (azul ou preta), no espaço próprio, em até 30 linhas.
A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou de qualquer outro texto já veiculado terá o número de linhas
copiadas desconsiderado para efeito de correção. Serão corrigidas, portanto, apenas as linhas autorais.

Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
tiver até 15 (quinze) linhas escritas.
fugir ao tema ou que não atender à tipologia.
apresentar proposta de intervenção ou qualquer posicionamento que desrespeite os direitos humanos.
apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto, deboches, impropérios (ofensas, insultos, desacatos),
desenhos  e outras formas propositais de anulação.
folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Consulta pública - ENEM 2017





O Ministério da Educação abriu uma consulta pública para definir novo formato e duração para a prova do ENEM. São apenas três perguntas que abordam temas como as mudanças dos dias de aplicação de provas e a possibilidade de aplicação da prova por computador. Além disso, ao final das três perguntas, há um espaço em que o participante pode deixar sugestões para a formulação das provas do exame.

As questões e as sugestões podem ser acessadas em: http://www.inep.gov.br/


Saiba mais: https://goo.gl/AkUTrk

Alunos e professores, vamos participar?

Informações disponíveis na página do Facebook do Ministério da Educação: <https://www.facebook.com/ministeriodaeducacao/?fref=ts>. Acesso em: 18 de fev. 2017. 

Resultado ENEM 2016




Dia de resultado do ENEM é dia em que o coração fica repleto de alegria pelos resultados dos meus alunos. Apesar da alegria pelo desempenho dos meus alunos, não posso deixar de refletir sobre os resultados nacionais do exame. Saber que apenas 77 candidatos do Brasil inteiro tiraram nota 1000 na redação é bem desanimador. 

A quantidade de redações com nota zero também chama atenção. Das 291.806 anuladas, 46 mil obtiveram nota zero por fuga ao tema. 


De acordo com dados divulgados pelo MEC, quase 60% dos candidatos obteve notas entre 300 e 500 pontos. Uma pontuação extremamento baixa.14% tirou entre 501 a 600 pontos. 8% tirou pontuação entrem 601 e 700 pontos. Apenas 2% tirou de 700 a 800 pontos. E 1% dos candidatos obteve pontuação acima de 900 pontos.




A cada edição do ENEM, os números vêm demonstrando o quão falha está a habilidade de escrita dos candidatos. Educação de qualidade é ainda um privilégio concedido a poucos brasileiros. Os números conseguem deixar isso bem claro. 

Informações, tabela e gráfico disponíveis em: <http://guiadoestudante.abril.com.br/enem/enem-2016>. Acesso em: 18 de jan. 2017. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Redação ENEM 2016 - Cartilha do participante






O Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) elaboraram a cartilha "Redação no Enem 2016 – Cartilha do participante." Neste material é esclarecida a metodologia de avaliação da redação do ENEM, bem como o que se espera do participante em cada uma das competências avaliadas. A cartilha ainda traz redações que obtiveram pontuação máxima nas edições do ENEM de 2013, 2014 e 2015. Essas redações foram comentadas, explicitando os critérios da matriz de referência da Redação do Enem. 

Segue o link para acesso a este valioso material: 

http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/guia_participante/2016/manual_de_redacao_do_enem_2016.pdf

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

TEMA 2: Desperdício de alimentos


Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema “os impactos do intenso desperdício de alimentos no Brasil”, apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Os países ricos e pobres desperdiçam alimentos na mesma proporção, a diferença é a forma: nos subdesenvolvidos, 40% das perdas acontecem na colheita e no transporte. Já nos países desenvolvidos, a mesma proporção é desperdiçada no consumo, de acordo com a FAO. O Brasil, segundo técnicos da Embrapa, pode ser enquadrado nos dois modelos, dependendo da região ou da localidade. Se há muita perda no campo, 39 mil toneladas de alimentos próprios para consumo são jogados no lixo todos os dias pelos consumidores.



Disponível em: <http://www12.senado.leg.br/emdiscussao/edicoes/regulacao-economica>. Acesso em: 5 jan. 2017.

O Brasil descarta um terço da comida que produz, segundo a FAO, órgão da ONU para agricultura e alimentação.
A perda de alimentos em países pobres ocorre na colheita, no manuseio e no transporte. Nos ricos, concentra-se nas etapas finais, em mercados e lares. Mas o Brasil é "sui generis": tem problemas em todas as etapas, resume o pesquisador Gustavo Porpino, analista da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Esse desperdício não depende muito de políticas públicas. "Todos têm uma parcela de culpa e podem fazer algo para mudar", diz Camila Kneip, coordenadora de nutrição da ONG Banco de Alimentos, que recolhe excedentes em mercadões, restaurantes e casas.
Porpino, da Embrapa, analisou hábitos de famílias aqui e nos EUA para sua tese de doutorado. Constatou que o desperdício em casa ocorre por compras não planejadas, desejo de oferecer abundância e preconceito com sobras. [...] Quando se coloca nessa conta o gasto de água, o problema se torna mais gritante: para a produção de uma maçã, são usados 125 litros. [...]
Nesse cenário dramático, várias ações buscam reduzir o desperdício. A ONG Banco de Alimentos acaba de criar o "Reverse Delivery" (www.reversedelivery.com.br), em parceria com a Agência Grey. A ideia é aproveitar o motoboy do delivery para levar ao restaurante alimentos não perecíveis que sobram nas casas. Ao pedir a comida, o cliente é informado da ação. O Instituto Alana comanda o "Satisfeito" (www.satisfeito.com.br), em que 50 restaurantes de São Paulo e do Rio Grande do Sul servem pratos que priorizam o uso integral de alimentos. A economia gerada com essas receitas é doada para instituições. O Comida Invisível (www.comidainvisivel.com.br), criado em São Paulo, une duas frentes: quer aprovar uma lei municipal para proibir o descarte de alimentos em aterros e conscientizar a população sobre desperdício de comida, por meio de palestras e de um food truck que servirá pratos com itens recolhidos no Ceagesp. "O alimento, que nos dá vida, perdeu seu valor sagrado. Só uma reconexão com esse valor ajudará a solucionar o problema", acredita Daniela Leite, uma das idealizadoras.

[INSTRUÇÕES
ü A redação deverá atender ao tema proposto e ser escrita no padrão dissertativo-argumentativo.
ü O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
ü O texto definitivo deve ser entregue a tinta (azul ou preta), no espaço próprio, em até 30 linhas.
ü A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou de qualquer outro texto já veiculado terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção. Serão corrigidas, portanto, apenas as linhas autorais.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
ü  tiver até 15 (quinze) linhas escritas.
ü fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
ü apresentar proposta de intervenção ou qualquer posicionamento que desrespeite os direitos humanos.
ü  apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto, deboches, impropérios (ofensas, insultos, desacatos), desenhos  e outras formas propositais de anulação.

ü folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho.

TEMA 1: Sistema carcerário brasileiro

Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema “a precariedade do sistema carcerário brasileiro: como reverter a superlotação dos presídios no país?”, apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Diante da execução de 56 mortos em presídio de Manaus, especialistas em segurança pública e em direitos humanos destacam descaso das autoridades com as condições de detentos no país, com o sistema penitenciário e com a mudança nas formas de utilização do Funpen.
O problema da superlotação em presídios brasileiros voltou à tona após duas facções realizarem um massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, onde 56 pessoas foram executadas, decapitadas e queimadas no início desta semana. O local tem capacidade para 450 detentos, mas abriga, atualmente, 1.147 internos. E, na opinião de especialistas, a tendência para os próximos anos é piorar. Isso porque, segundo eles, na medida provisória nº 55, de dezembro do ano passado, que retira recursos do sistema carcerário. Ao alterar a Lei Complementar nº 79, o governo federal modificou as formas como os recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) devem ser utilizados. A crise em Manaus fez com que a Organização das Nações Unidas (ONU) cobrasse uma investigação “imediata” sobre o caso.
Disponível em: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/01/04/. Acesso em: 5 jan. 2017
Disponível em: https://www.facebook.com/SenadoFederal. Acesso em: 5 jan. 2017. 

As políticas públicas de desencarceramento podem ser a solução para o sistema carcerário nacional, em longo prazo, adverte o juiz da 2° Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre, Sidinei Brzuska: “Não é prendendo gente da forma que nós fazemos”. Para ele, as duas principais frentes de ação seriam educação e trabalho.De acordo com o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, em 2014, a grande maioria dos presos era homem, jovem, negro e sem o ensino fundamental completo (veja infográfico ao lado). Por isso, segundo Brzuska, é preciso pensar previamente nesse grupo. Impedindo o abandono escolar, o governo contribuiria para diminuir a formação de criminosos. “A cada ano que um jovem permanece na escola, diminui em 10% a chance de ele se tornar um futuro preso”, avalia o juiz.
Criar um ambiente em que os jovens se mantenham no mercado formal de trabalho seria a segunda política pública destinada a, indiretamente, diminuir o encarceramento. “É muito raro a prisão de alguém com carteira assinada”, afirma Sidinei.Para a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), a frequência escolar teria um forte reflexo social. “Hoje há milhares de jovens que não estão nem no emprego, nem na escola. São vulneráveis à ação da criminalidade, que é quem lhes estende a mão.”
Disponível em: <http://www12.senado.leg.br/emdiscussao/edicoes/privatizacao-de-presidios/privatizacao-de-presidios/politicas-publicas-para-prevenir-crimes>. Acesso em: 5 jan. 2017.

INSTRUÇÕES

  • A redação deverá atender ao tema proposto e ser escrita no padrão dissertativo-argumentativo.
  • O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  • O texto definitivo deve ser entregue a tinta (azul ou preta), no espaço próprio, em até 30 linhas.
  • A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou de qualquer outro texto já veiculado terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção. Serão corrigidas, portanto, apenas as linhas autorais.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:

  •  tiver até 15 (quinze) linhas escritas.
  •  fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
  •  apresentar proposta de intervenção ou qualquer posicionamento que desrespeite os direitos humanos.
  •  apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto, deboches, impropérios (ofensas, insultos, desacatos), desenhos  e outras formas propositais de anulação.
  • folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho.