quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Ex-alunos visitam 3º ano e relatam suas experiências de sucesso na redação do ENEM 2016



Nesta segunda, durante a minha aula de Produção de Texto, a turma de 3º ano do Colégio Logosófico recebeu os ex-alunos Ana Clara Pereira e Arthur Lopes para ouvirem os seus relatos e dicas para a escrita de um excelente texto, dentro dos padrões exigidos pelo ENEM. Os ex-alunos compartilharam suas experiências com as produções textuais ao longo do Ensino Médio, seus métodos de estudo, esquematizações e escrita do texto, para que assim os alunos do terceiro ano pudessem entender um pouco mais sobre a processo de produção textual.

Tanto Ana Clara quanto Arthur tiraram acima de 900 pontos na redação do ENEM 2016. Ana relatou que sempre teve facilidade com produção de texto e a nota do ENEM refletiu às notas que já estava acostumada a tirar nas redações feitas no colégio. Já Arthur ficou muito surpreso com sua nota, para ele sua pontuação representa grande superação, pois ele revelou ter dificuldade com a escrita em sua trajetória escolar. Ambos se esforçaram muito ao longo do 3º ano e receber pontuações tão satisfatórias é motivo de muita alegria e comemoração.

Os alunos destacaram a importância de produzir pelo menos uma redação semanal e de ter textos bem corrigidos e devidamente comentados para que assim possam avançar na prática da escrita. Ana Clara ressaltou que “o sucesso na redação do ENEM depende de treinamento, por meio das produções semanais e de aplicação de outras áreas do conhecimento na construção da argumentação, ou seja, verificar ao longo do ano as estratégias que mais funcionam e aprender a desenvolvê-las para qualquer tema. Faz-se importante também buscar entender os erros cometidos a partir das correções dos textos e observar justamente isso na sua próxima redação para não errar a mesma coisa.”

Os dois alunos lembraram a importância do planejamento do texto, de fazer esquemas e rascunhos para organizar as informações. Além disso, para eles é fundamental dialogar com as várias áreas do conhecimento. Assim os alunos valorizaram muito as aulas de Geografia, História, Filosofia e Sociologia, disciplinas que transmitem conhecimentos essenciais para embasar bem a argumentação.

A aluna do 3° ano Anna Luiza Leão, relatou com entusiasmo a atividade. “Recebemos a visita especial de dois alunos recém-formados na aula de produção de texto. Vieram nos dar dicas muito importantes para a nossa jornada no ano de 2017. Dicas vindas de alunos em uma realidade tão próxima acabam tendo grande peso no nosso comportamento. Aprender pela experiência e entender o que pode dar muito certo ou muito errado é essencial para trilharmos um caminho mais assertivo. A visita foi muito importante, uma vez que nos deu realmente uma luz para o que esperar e o que fazer no nosso terceiro ano.”

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

ENEM - 1º aplicação - Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

O tema da primeira aplicação do ENEM 2016 foi "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil."
O primeiro texto motivador apontava que a legislação brasileira garante a liberdade religiosa e que é dever do Estado garantir a laicidade. O segundo texto traz a distinção entre liberdade de expressão e prática intolerantes. O texto III apresenta um trecho do código penal que trata das punições as práticas violentas de intolerância religiosa. E o último texto é um infográfico que aponta as religiões que mais sofrem com a intolerância, além de apontar dados sobre os padrões de denúncias. 
Vejamos a proposta de 2016,


ENEM - 2ª aplicação - Caminhos para combater o racismo no Brasi


Em 2016, a segunda aplicação do ENEM trouxe como tema "caminhos para combater o racismo no Brasil." Apesar da proposta induzir o aluno a buscar intervenções para o combate ao preconceito racial, a argumentação deveria problematizar a questão racial no Brasil. 

Os textos motivadores colaboram bastante para a construção dos posicionamentos. O primeiro texto problematizava a condição do negro, apontando que as taxas de analfabetismo, criminalidade e mortalidade dos negros são mais altas, sendo um reflexo do fracasso do Brasil em cumprir com uma democracia racial. O segundo texto apresenta a legislação que pune os atos discriminatórios. O texto III trata-se de um anúncio publicitário que distingue racismo e injúria racial. E o último texto traz indícios para a proposta de intervenção, ao tratar da importância das ações afirmativas para o combate ao racismo no Brasil. 



quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

TEMA 3: Ativismo digital



Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre “a influência do ativismo digital na sociedade e na política brasileira”, de modo a apresentar proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.




Disponível em: <http://camaleao.org/arte-design>.

A sessão do Senado do dia 22 de abril não teve apenas a aprovação do Marco Civil da Internet. Durante seus discursos, 15 senadores fizeram questão de citar a Avaaz, comunidade virtual conhecida pelas petições on-line, e outros grupos ativistas pela luta na aprovação do projeto, que, depois de cinco anos de discussões, definiu os parâmetros para a internet no país. Mais do que só um rapapé político, foi o reconhecimento do peso que o ativismo on-line atingiu na política brasileira. O sucesso no Marco Civil define o auge no Brasil, até agora, das campanhas nascidas na internet. Há quase um ano, em junho de 2013, protestos iniciados na rede contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo levaram milhões às ruas contra os gastos da Copa do Mundo, a corrupção e a falta de serviços básicos. Na esteira, aumentos de passagens foram cancelados em todo o país e o Congresso – invadido em uma das manifestações – aprovou às pressas projetos parados há anos, como o fim do voto secreto no caso de cassações e a destinação de royalties do petróleo para a educação e a saúde.
“O net ativismo é um novo tipo de ecologia social”, diz Massimo Di Felice, coordenador do Centro de Pesquisa Atopos, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). “As redes sociais levantam o desejo de um novo tipo de participação da população, que não se limita apenas a eleger alguém a cada quatro anos”. (...)
Trecho do texto “Caminhando e teclando”. De Alexandre Rodrigues. 
Disponível em: <http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/imprimir/60081>.

A “militância de sofá" cria a ideia de que não só para este caso, mas para qualquer outro, basta assinar petições e gritar nas redes sociais que é possível mudar o mundo. De fato, em alguns casos a militância on-line pode resolver problemas, mas questões de geopolítica mundial precisam de muito mais do que um esforço igual ao que muitos fazem para reclamar de uma empresa que presta um serviço ruim. Não basta sentar, apertar um botão e esperar que o mundo mude. Mas acredito que essa discussão seja a menos importante de todas, especialmente quando nos deparamos com um problema que não é isolado e cuja solução não é simples.
Trecho de Rafael Tavasko, publicado no Revista Bula. Disponível em: <http://acervo.revistabula.com/posts/colunistas>.


INSTRUÇÕES
A redação deverá atender ao tema proposto e ser escrita no padrão dissertativo-argumentativo.
O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
O texto definitivo deve ser entregue a tinta (azul ou preta), no espaço próprio, em até 30 linhas.
A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou de qualquer outro texto já veiculado terá o número de linhas
copiadas desconsiderado para efeito de correção. Serão corrigidas, portanto, apenas as linhas autorais.

Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
tiver até 15 (quinze) linhas escritas.
fugir ao tema ou que não atender à tipologia.
apresentar proposta de intervenção ou qualquer posicionamento que desrespeite os direitos humanos.
apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto, deboches, impropérios (ofensas, insultos, desacatos),
desenhos  e outras formas propositais de anulação.
folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho.