quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

TEMA 3: Ativismo digital



Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre “a influência do ativismo digital na sociedade e na política brasileira”, de modo a apresentar proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.




Disponível em: <http://camaleao.org/arte-design>.

A sessão do Senado do dia 22 de abril não teve apenas a aprovação do Marco Civil da Internet. Durante seus discursos, 15 senadores fizeram questão de citar a Avaaz, comunidade virtual conhecida pelas petições on-line, e outros grupos ativistas pela luta na aprovação do projeto, que, depois de cinco anos de discussões, definiu os parâmetros para a internet no país. Mais do que só um rapapé político, foi o reconhecimento do peso que o ativismo on-line atingiu na política brasileira. O sucesso no Marco Civil define o auge no Brasil, até agora, das campanhas nascidas na internet. Há quase um ano, em junho de 2013, protestos iniciados na rede contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo levaram milhões às ruas contra os gastos da Copa do Mundo, a corrupção e a falta de serviços básicos. Na esteira, aumentos de passagens foram cancelados em todo o país e o Congresso – invadido em uma das manifestações – aprovou às pressas projetos parados há anos, como o fim do voto secreto no caso de cassações e a destinação de royalties do petróleo para a educação e a saúde.
“O net ativismo é um novo tipo de ecologia social”, diz Massimo Di Felice, coordenador do Centro de Pesquisa Atopos, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). “As redes sociais levantam o desejo de um novo tipo de participação da população, que não se limita apenas a eleger alguém a cada quatro anos”. (...)
Trecho do texto “Caminhando e teclando”. De Alexandre Rodrigues. 
Disponível em: <http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/imprimir/60081>.

A “militância de sofá" cria a ideia de que não só para este caso, mas para qualquer outro, basta assinar petições e gritar nas redes sociais que é possível mudar o mundo. De fato, em alguns casos a militância on-line pode resolver problemas, mas questões de geopolítica mundial precisam de muito mais do que um esforço igual ao que muitos fazem para reclamar de uma empresa que presta um serviço ruim. Não basta sentar, apertar um botão e esperar que o mundo mude. Mas acredito que essa discussão seja a menos importante de todas, especialmente quando nos deparamos com um problema que não é isolado e cuja solução não é simples.
Trecho de Rafael Tavasko, publicado no Revista Bula. Disponível em: <http://acervo.revistabula.com/posts/colunistas>.


INSTRUÇÕES
A redação deverá atender ao tema proposto e ser escrita no padrão dissertativo-argumentativo.
O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
O texto definitivo deve ser entregue a tinta (azul ou preta), no espaço próprio, em até 30 linhas.
A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou de qualquer outro texto já veiculado terá o número de linhas
copiadas desconsiderado para efeito de correção. Serão corrigidas, portanto, apenas as linhas autorais.

Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
tiver até 15 (quinze) linhas escritas.
fugir ao tema ou que não atender à tipologia.
apresentar proposta de intervenção ou qualquer posicionamento que desrespeite os direitos humanos.
apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto, deboches, impropérios (ofensas, insultos, desacatos),
desenhos  e outras formas propositais de anulação.
folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho.

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