quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Consulta pública - ENEM 2017





O Ministério da Educação abriu uma consulta pública para definir novo formato e duração para a prova do ENEM. São apenas três perguntas que abordam temas como as mudanças dos dias de aplicação de provas e a possibilidade de aplicação da prova por computador. Além disso, ao final das três perguntas, há um espaço em que o participante pode deixar sugestões para a formulação das provas do exame.

As questões e as sugestões podem ser acessadas em: http://www.inep.gov.br/


Saiba mais: https://goo.gl/AkUTrk

Alunos e professores, vamos participar?

Informações disponíveis na página do Facebook do Ministério da Educação: <https://www.facebook.com/ministeriodaeducacao/?fref=ts>. Acesso em: 18 de fev. 2017. 

Resultado ENEM 2016




Dia de resultado do ENEM é dia em que o coração fica repleto de alegria pelos resultados dos meus alunos. Apesar da alegria pelo desempenho dos meus alunos, não posso deixar de refletir sobre os resultados nacionais do exame. Saber que apenas 77 candidatos do Brasil inteiro tiraram nota 1000 na redação é bem desanimador. 

A quantidade de redações com nota zero também chama atenção. Das 291.806 anuladas, 46 mil obtiveram nota zero por fuga ao tema. 


De acordo com dados divulgados pelo MEC, quase 60% dos candidatos obteve notas entre 300 e 500 pontos. Uma pontuação extremamento baixa.14% tirou entre 501 a 600 pontos. 8% tirou pontuação entrem 601 e 700 pontos. Apenas 2% tirou de 700 a 800 pontos. E 1% dos candidatos obteve pontuação acima de 900 pontos.




A cada edição do ENEM, os números vêm demonstrando o quão falha está a habilidade de escrita dos candidatos. Educação de qualidade é ainda um privilégio concedido a poucos brasileiros. Os números conseguem deixar isso bem claro. 

Informações, tabela e gráfico disponíveis em: <http://guiadoestudante.abril.com.br/enem/enem-2016>. Acesso em: 18 de jan. 2017. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Redação ENEM 2016 - Cartilha do participante






O Ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) elaboraram a cartilha "Redação no Enem 2016 – Cartilha do participante." Neste material é esclarecida a metodologia de avaliação da redação do ENEM, bem como o que se espera do participante em cada uma das competências avaliadas. A cartilha ainda traz redações que obtiveram pontuação máxima nas edições do ENEM de 2013, 2014 e 2015. Essas redações foram comentadas, explicitando os critérios da matriz de referência da Redação do Enem. 

Segue o link para acesso a este valioso material: 

http://download.inep.gov.br/educacao_basica/enem/guia_participante/2016/manual_de_redacao_do_enem_2016.pdf

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

TEMA 2: Desperdício de alimentos


Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema “os impactos do intenso desperdício de alimentos no Brasil”, apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Os países ricos e pobres desperdiçam alimentos na mesma proporção, a diferença é a forma: nos subdesenvolvidos, 40% das perdas acontecem na colheita e no transporte. Já nos países desenvolvidos, a mesma proporção é desperdiçada no consumo, de acordo com a FAO. O Brasil, segundo técnicos da Embrapa, pode ser enquadrado nos dois modelos, dependendo da região ou da localidade. Se há muita perda no campo, 39 mil toneladas de alimentos próprios para consumo são jogados no lixo todos os dias pelos consumidores.



Disponível em: <http://www12.senado.leg.br/emdiscussao/edicoes/regulacao-economica>. Acesso em: 5 jan. 2017.

O Brasil descarta um terço da comida que produz, segundo a FAO, órgão da ONU para agricultura e alimentação.
A perda de alimentos em países pobres ocorre na colheita, no manuseio e no transporte. Nos ricos, concentra-se nas etapas finais, em mercados e lares. Mas o Brasil é "sui generis": tem problemas em todas as etapas, resume o pesquisador Gustavo Porpino, analista da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Esse desperdício não depende muito de políticas públicas. "Todos têm uma parcela de culpa e podem fazer algo para mudar", diz Camila Kneip, coordenadora de nutrição da ONG Banco de Alimentos, que recolhe excedentes em mercadões, restaurantes e casas.
Porpino, da Embrapa, analisou hábitos de famílias aqui e nos EUA para sua tese de doutorado. Constatou que o desperdício em casa ocorre por compras não planejadas, desejo de oferecer abundância e preconceito com sobras. [...] Quando se coloca nessa conta o gasto de água, o problema se torna mais gritante: para a produção de uma maçã, são usados 125 litros. [...]
Nesse cenário dramático, várias ações buscam reduzir o desperdício. A ONG Banco de Alimentos acaba de criar o "Reverse Delivery" (www.reversedelivery.com.br), em parceria com a Agência Grey. A ideia é aproveitar o motoboy do delivery para levar ao restaurante alimentos não perecíveis que sobram nas casas. Ao pedir a comida, o cliente é informado da ação. O Instituto Alana comanda o "Satisfeito" (www.satisfeito.com.br), em que 50 restaurantes de São Paulo e do Rio Grande do Sul servem pratos que priorizam o uso integral de alimentos. A economia gerada com essas receitas é doada para instituições. O Comida Invisível (www.comidainvisivel.com.br), criado em São Paulo, une duas frentes: quer aprovar uma lei municipal para proibir o descarte de alimentos em aterros e conscientizar a população sobre desperdício de comida, por meio de palestras e de um food truck que servirá pratos com itens recolhidos no Ceagesp. "O alimento, que nos dá vida, perdeu seu valor sagrado. Só uma reconexão com esse valor ajudará a solucionar o problema", acredita Daniela Leite, uma das idealizadoras.

[INSTRUÇÕES
ü A redação deverá atender ao tema proposto e ser escrita no padrão dissertativo-argumentativo.
ü O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
ü O texto definitivo deve ser entregue a tinta (azul ou preta), no espaço próprio, em até 30 linhas.
ü A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou de qualquer outro texto já veiculado terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção. Serão corrigidas, portanto, apenas as linhas autorais.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
ü  tiver até 15 (quinze) linhas escritas.
ü fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
ü apresentar proposta de intervenção ou qualquer posicionamento que desrespeite os direitos humanos.
ü  apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto, deboches, impropérios (ofensas, insultos, desacatos), desenhos  e outras formas propositais de anulação.

ü folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho.

TEMA 1: Sistema carcerário brasileiro

Com base na leitura dos textos motivadores seguintes e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema “a precariedade do sistema carcerário brasileiro: como reverter a superlotação dos presídios no país?”, apresentando proposta de conscientização social que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Diante da execução de 56 mortos em presídio de Manaus, especialistas em segurança pública e em direitos humanos destacam descaso das autoridades com as condições de detentos no país, com o sistema penitenciário e com a mudança nas formas de utilização do Funpen.
O problema da superlotação em presídios brasileiros voltou à tona após duas facções realizarem um massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, onde 56 pessoas foram executadas, decapitadas e queimadas no início desta semana. O local tem capacidade para 450 detentos, mas abriga, atualmente, 1.147 internos. E, na opinião de especialistas, a tendência para os próximos anos é piorar. Isso porque, segundo eles, na medida provisória nº 55, de dezembro do ano passado, que retira recursos do sistema carcerário. Ao alterar a Lei Complementar nº 79, o governo federal modificou as formas como os recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) devem ser utilizados. A crise em Manaus fez com que a Organização das Nações Unidas (ONU) cobrasse uma investigação “imediata” sobre o caso.
Disponível em: http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/01/04/. Acesso em: 5 jan. 2017
Disponível em: https://www.facebook.com/SenadoFederal. Acesso em: 5 jan. 2017. 

As políticas públicas de desencarceramento podem ser a solução para o sistema carcerário nacional, em longo prazo, adverte o juiz da 2° Vara de Execuções Criminais de Porto Alegre, Sidinei Brzuska: “Não é prendendo gente da forma que nós fazemos”. Para ele, as duas principais frentes de ação seriam educação e trabalho.De acordo com o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias, em 2014, a grande maioria dos presos era homem, jovem, negro e sem o ensino fundamental completo (veja infográfico ao lado). Por isso, segundo Brzuska, é preciso pensar previamente nesse grupo. Impedindo o abandono escolar, o governo contribuiria para diminuir a formação de criminosos. “A cada ano que um jovem permanece na escola, diminui em 10% a chance de ele se tornar um futuro preso”, avalia o juiz.
Criar um ambiente em que os jovens se mantenham no mercado formal de trabalho seria a segunda política pública destinada a, indiretamente, diminuir o encarceramento. “É muito raro a prisão de alguém com carteira assinada”, afirma Sidinei.Para a senadora Lídice da Mata (PSB-BA), a frequência escolar teria um forte reflexo social. “Hoje há milhares de jovens que não estão nem no emprego, nem na escola. São vulneráveis à ação da criminalidade, que é quem lhes estende a mão.”
Disponível em: <http://www12.senado.leg.br/emdiscussao/edicoes/privatizacao-de-presidios/privatizacao-de-presidios/politicas-publicas-para-prevenir-crimes>. Acesso em: 5 jan. 2017.

INSTRUÇÕES

  • A redação deverá atender ao tema proposto e ser escrita no padrão dissertativo-argumentativo.
  • O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  • O texto definitivo deve ser entregue a tinta (azul ou preta), no espaço próprio, em até 30 linhas.
  • A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou de qualquer outro texto já veiculado terá o número de linhas copiadas desconsiderado para efeito de correção. Serão corrigidas, portanto, apenas as linhas autorais.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:

  •  tiver até 15 (quinze) linhas escritas.
  •  fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
  •  apresentar proposta de intervenção ou qualquer posicionamento que desrespeite os direitos humanos.
  •  apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto, deboches, impropérios (ofensas, insultos, desacatos), desenhos  e outras formas propositais de anulação.
  • folha de redação em branco, mesmo que haja texto escrito na folha de rascunho.

Esquema da estruturação do texto dissertativo-argumentativo




O gênero dissertativo-argumentativo: estruturação - parte 2

         A estrutura do texto dissertativo-argumentativo
ü  deve conter uma lógica de pensamentos. Os raciocínios devem ter uma relação entre si, e um deve continuar o que o outro afirmava;
ü  no início do texto deve-se apresentar o assunto e a problemática que o envolve, sempre tomando cuidado para não se contradizer;
ü  ao decorrer do texto vão sendo apresentados os argumentos propriamente ditos, junto com exemplificações e citações (se existirem);
ü  ao final do texto as ideias devem ser arrematadas com uma tese (a conclusão). Essa conclusão deve vir sendo prevista pelo leitor durante todo o texto, à medida que ele vai lendo e se direcionando para concordar com ela.

A argumentação não trabalha com fatos claros e evidentes, mas sim investiga fatos que geram opiniões diversas, sempre em busca de encontrar fundamentos para localizar a opinião mais coerente.
Não se pode, em uma argumentação, afirmar a verdade ou negar a verdade afirmada por outra pessoa. O objetivo é fazer com que o leitor concorde e não com que ele feche os olhos para possíveis contra-argumentos.
Caso seja necessário se pode também fazer uma comparação entre vários ângulos de visão a respeito do assunto, isso poderá ajudar no processo de convencimento do leitor, pois não dará margens para contra-argumentos. Porém deve-se tomar muito cuidado para não se contradizer e para ser claro. Para isso é necessário um bom domínio do assunto.

O gênero dissertativo-argumentativo - parte 1

Estamos cercados de textos de diversos gêneros. Mas o que seria um gênero textual? Gênero textual é uma classificação baseada em um conjunto de características que conferem ao texto um padrão no qual ele é desenvolvido. Por exemplo, são gêneros textuais: o e-mail, a carta, o currículo, a receita, uma bula de remédio, entre outros. Você não encontra problemas para distinguir um e-mail de uma receita de bolo, pois há esse conjunto de características que os diferenciam. Não que um e-mail seja exatamente igual ao outro, mas as características básicas, como o tipo de linguagem e a estrutura, repetem-se.
Mas o que seria, então, o tipo textual? Não existem muitos tipos textuais: dissertação, narração, descrição, argumentação, injunção. Esses tipos são percebidos observando os interlocutores (quem escreve para quem?), a finalidade (com qual intenção?), a natureza (objetivo ou opinativo?), a estrutura e a linguagem (formal, informal ou coloquial?). Esses tipos textuais podem aparecer sozinhos ou mesclados, que é mais comum. Assim, eles se materializam nos gêneros textuais, já que cada gênero apresenta trechos dissertativos, narrativos, descritivos, argumentativos ou injuntivos.
 O texto dissertativo pode se mesclar com outros e é frequente que ele se mescle com o tipo da argumentação, dobradinha muito comum na maioria dos vestibulares e cobrada, nos últimos anos, na redação do ENEM. Isso é um motivo a mais para conhecermos esse tipo textual e aprendermos a redigi-lo. 
Nesta postagem, abordarei dissertação e argumentação separadamente. Na seguinte, falaremos da estruturação do texto dissertativo-argumentativo.

DISSERTAÇÃO
A dissertação é um tipo de texto em que há um discurso explicativo, cujo objetivo é explorar um certo assunto sem, porém, incluir um posicionamento ou uma opinião. O objetivo da dissertação seria, pois, explicar, discorrer sobre algo. Dentre as estratégias dissertativas, destacamos:

COMPARAÇÃO, ALUSÃO HISTÓRICA, CITAÇÃO, EXEMPLIFICAÇÃO, OPOSIÇÃO OU CONTRASTE, DEFINIÇÃO,   APRESENTAÇÃO  DE  DADOS ESTATÍSTICOS   E   RELAÇÃO DE CAUSA  E  EFEITO.

Essas estratégias são responsáveis pela fundamentação das informações e afirmações feitas no texto. 
Em relação à linguagem utilizada nos textos dissertativos, devemos empregar a variedade padrão e uma linguagem impessoal, com o uso predominante da 3ª pessoa e/ou voz passiva. O texto deve ter verbos, predominantemente, no presente do indicativo, para garantir a certeza e a veracidade das informações. Além dessas características, o autor deve se preocupar com a precisão das informações, tratando-as com objetividade, sem demonstrar, portanto, emoção ao tratar do assunto.

ARGUMENTAÇÃO
Argumentar é a capacidade de relacionar fatos, teses, estudos, opiniões, problemas e possíveis soluções a fim de embasar determinado pensamento ou ideia. Um texto argumentativo sempre é feito visando um destinatário. O objetivo desse tipo de texto é convencer, persuadir, levar o leitor a seguir uma linha de raciocínio e a concordar com ela.
No caso da redação, por ser um texto pequeno, há uma obrigatoriedade em ser conciso e preciso, para que o leitor possa ser levado direto ao ponto chave. Para isso é necessário que se exponha a questão ou proposta a ser discutida logo no início do texto, e a partir dela se tome uma posição, sempre de forma impessoal. O envolvimento de opiniões pessoais, além de ser terminantemente proibido em textos que serão analisados em concursos, pode comprometer a veracidade dos fatos e o poder de convencimento dos argumentos utilizados. Por exemplo, é muito mais aceitável uma afirmação de um autor renomado ou de um livro conhecido do que o simples posicionamento do redator a respeito de determinado assunto.
Uma boa argumentação só é feita a partir de pequenas regras as quais facilmente são encontradas em textos do dia-a-dia, já que durante a nossa vida levamos um longo tempo tentando convencer as outras pessoas de que estamos certos.
ü  Os argumentos devem ter um embasamento, nunca deve-se afirmar algo que não venha de estudos ou informações previamente adquiridas.
ü  Os exemplos dados devem ser coerentes com a realidade, ou seja, podem até ser fictícios, mas não podem ser inverossímeis.
ü  Caso haja citações de pessoas ou trechos de textos os mesmos devem ser razoavelmente confiáveis, não se pode citar qualquer pessoa.
ü  Experiências que comprovem os argumentos devem ser também coerentes com a realidade.

ü  Há de se imaginar sempre os questionamentos, dúvidas e pensamentos contrários dos leitores quanto à sua argumentação, para que a partir deles se possa construir melhores argumentos, fundamentados em mais estudo e pesquisa.


Leitura e escrita



Leitura e escrita caminham juntas, desse modo a formação de um escritor competente está atrelada às leituras realizadas no seu cotidiano. E, quando falamos em leitura, é preciso pensar de forma ampla, tanto na leitura de textos  não-literários quanto literários, indo de uma postagem do Facebook a um romance de Machado de Assis, por exemplo. 

O bom leitor sabe ater-se, sobretudo, à leitura de mundo, do que está nos jornais ao que se vê na TV, em casa, na escola, nas ruas. O bom escritor, além de ser atento aos acontecimentos, sabe filtrar as informações e é sensível a quem está a sua volta. Sabe, portanto, transmitir o mundo que o cerca em palavras. Então, que sejamos, primeiramente, bons leitores de mundo!